Página Inicial Data de criação : 07/02/15 Última actualização : 07/02/15 17:04 / 7 Artigos publicados
 

Sem comentários  Inserido Thursday 15 February 2007 17:04

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Muito entusiasmo e pouca organização esperam Figo  Inserido Thursday 15 February 2007 17:00

Para Luís Figo, mudar-se para a Arábia Saudita é uma forma "suave" de terminar a carreira. Porém, se a realidade do futebol saudita é completamente diferente da do europeu, não deixa de ser um país onde a modalidade é vivida intensamente, esperando-se sempre muito das estrelas do futebol internacional que por lá vão passando. A pressão existe e não é pouca, mas a diferença é que os estrangeiros não a entendem, pois a barreira da língua acaba por ser intransponível. Mas este é apenas um dos problemas.

Dinheiro não falta, não fosse este um país que vive da exploração do petróleo. Mas a falta de organização no futebol transforma-o numa espécie de "falso profissionalismo", ou seja, os milhões gastos em jogadores como Figo, e, anteriormente, Bebeto e Donadoni, são a aposta dos xeques que controlam este desporto. Os sauditas, que são mais de 90% dos atletas a representarem os clubes, recebem ordenados muito baixos. As infra-estruturas estão longe do ideal, as competições pouco organizadas, a cultura condiciona, os escalões de formação são inexistentes e há falta de cultura desportiva (por exemplo: é natural os atrasos nos treinos; a preparação física é descuidada).

José Peseiro esteve recentemente na Arábia Saudita, como treinador do Al-Hilal, e explicou ao DN que o país tem muitos jovens talentos que não são aproveitados, estando o futebol numa "fase de desenvolvimento idêntica à de Portugal há 20 anos". "Riqueza técnica não falta. O que mais se vê é o futebol de rua, mas só a partir dos 15 anos os jovens são integrados nos clubes", salientou, acrescentando que existe um "contraste entre o entusiasmo no jogo e a falta de organização". O treinador refere que "não há investimento a médio/longo prazo", pois na Arábia Saudita "vive-se para o momento".

A estratégia de contratar os big names não tem como principal objectivo ajudar ao desenvolvimento da modalidade. "É a procura do resultado imediato", referiu Peseiro, justificando com a constante troca de treinadores durante a época, mesmo que sejam líderes. O técnico realça a "instabilidade e falta de um modelo de jogo a seguir", acreditando que Figo poderá fazer mais do que simplesmente jogar.

A missão não será fácil, porque a vontade, seja de jogadores ou de treinadores, de contribuir para o desenvolvimento do futebol esbarra nas prioridades dos sauditas. Os clubes pertencem ao Governo e mesmo sendo um campeonato considerado por José Peseiro como "o melhor do Golfo", o importante é a selecção. "É comum os jogadores passarem semanas em estágio, com os clubes em actividade".

Apesar de todos os condicionamentos, não só no futebol - não há cinema, teatros, discotecas, a separação dos sexos -, que esperam Figo, Peseiro não hesita em afirmar que "irá adaptar-se bem". Na Arábia Saudita "adoram ídolos e as camisolas de Cristiano Ronaldo e Figo são muito vistas". Só o anúncio de Figo espoletou uma loucura nacional, sendo aguardado com enorme ansiedade.
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Luís Figo descarta encerrar a carreira em Portugal  Inserido Thursday 15 February 2007 16:56

Lisboa, 12 Fev (Lusa) - O português Luís Figo, da Inter de Milão, descartou nesta segunda-feira a possibilidade de terminar a carreira num clube de Portugal, garantindo que quer pôr fim à sua participação em torneios de alto nível no final desta temporada, com a conquista do título italiano.

"Como jogador, já há muito tempo que decidi não regressar a Portugal. Logicamente que a minha carreira em termos de alta competição acabará este ano em Itália. É este o meu pensamento, foi o pensamento que tive quando fui para Itália há dois anos", afirmou o ex-jogador a seleção portuguesa, quando questionado se gostaria de terminar a carreira no Sporting, clube que o projetou.

"Eu fiquei na Itália estes seis meses para ganhar o campeonato e para realmente sair a um nível que eu me exijo do futebol de alta competição. Por isso fiquei na Itália. Senão, teria saído em janeiro", justificou o recordista de jogos na seleção lusa (127).

Figo comentou também a crise que atualmente afeta a Liga italiana de futebol, que este fim-de-semana realizou uma rodada sem público na maioria dos estádios, depois de um governo ter proibido a presença de espectadores nos estádios que não cumpram as normas de segurança.

A decisão foi tomada depois de um policial ter sido morto em confrontos entre torcedores e forças da segurança no embate entre Catania e Palermo.

"Acho que é extremamente negativo para toda mundo: para os profissionais, para os torcedores, para os clubes e para o futebol em si. Mas sem dúvida que se tinha de fazer qualquer coisa para alterar a situação em Itália, e o governo entendeu que esta era a melhor forma", lamentou o jogador luso.

Figo explicou depois que preferia outra solução, que passava por "parar o campeonato até que tudo estivesse regularizado e depois começar com público, porque o futebol sem público não tem essência".

O ex-jogador do FC Barcelona e do Real Madrid falou ainda da hipótese de, no final da presente época, rumar à Arábia Saudita para representar o Al-Ittiyad, considerando que, caso isso aconteça, será "uma aventura das arábias".

"Foi uma opção que tive depois de decidir terminar este ano ao mais alto nível e vamos ver. Vou aguardar para ver realmente se vou ou não, primeiro que tudo", afirmou, precisando que "a família sempre apoiou ao longo deste anos de carreira e logicamente as decisões que se tomam são faladas e ponderadas".

Luís Figo disse não saber ainda onde vai residir depois de terminar a carreira de jogador. "Não lhe sei responder neste momento. Sou um cidadão do mundo e, por isso, vou estar uma semana num lado e outra noutro", brincou Figo, perante as perguntas dos jornalistas se a sua opção passava por residir na Espanha.
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Best Of  Inserido Thursday 15 February 2007 16:53

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Music Video  Inserido Thursday 15 February 2007 16:50

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